Vídeos com alguma facécia

Agora é possível desfrutar de alguns vídeos relacionados com os textos. Para isso basta carregar no título do post. O título é aquela coisa a Negrito, com umas letras maiores, e que antecede as profícuas palavras deste blog. Advertência: Caros leitores, estão completamente proibidos de ver os vídeos antes de lerem as barbaridades escritas, correndo o risco de serem atingidos por uma comichão deveras desagradável na zona da púbis, seguido de pé-chato nas mãos e escorbuto nos tornozelos.

Tuesday, May 02, 2006

O CÓDIGO STRAVINCI

Existem dois tipos de pessoas. Mentira, existem mais. Existem três. Os que nunca leram o Código Da Vinci, os que já leram e os que têm cerca de 13 exemplares (este número indica algo com toda a certeza, mas nem eu, nem o Dan Brown conseguimos deslindar) deste livro em casa porque todos os amigos tiveram a mesma ideia no Natal. E no aniversário.

Segundo não sei quem, já se vendeu perto de meio milhão de livros do Código Da Vinci, só em Portugal. Fui um dos que li. Gostei (vou ser agrilhoado pela nata intelectualoide que acha o livro uma farsa - ficção, já ouviram falar? - e chicoteado pelos beatos - como se os houvesse por aqui, depois do que já foi dito - mas venerado pela populaça - o nosso público alvo desde o início).
O que interessa é que encontrei um (muito mais que) digno sucessor deste livro. Este herdeiro bastardo (uma vez que não é apoiado por Dan Brown nem pelos seus editores) é uma paródia ao original, com comparações ridículas, uma descrição exasperante de pormenores totalmente irrelevantes (por exemplo, uma obsessão compulsiva por descrever armas) e personagens totalmente quiméricas (como um Arminho tarado sexual). Toby Clements é o culpado. Por estranho que possa parecer, não fala, uma única vez, de Leonardo da Vinci e isso abona a seu favor.

Estou a falar de O CÓDIGO STRAVINCI.

Uma breve passagem para adocicar o paladar:

...

Dez minutos depois de ter começado a cavar e a usar a pá, Arminho já conseguira fazer um buraco de um metro de profundidade por um de diâmetro. Por fim, a pá bateu numa coisa lisa e plana: um compartimento. Inclinando-se, limpou a terra à sua volta. O coração galopava-lhe dentro do peito. Levantou a tampa. Não sabia o que esperar, mas meteu a mão e encontrou uma coisa lisa, com consistência de borracha. Fez força, tentando encontrar alguma saliência que pudesse agarrar, e ouviu um barulho estranho, como o que faz um adulto libertando gazes. Espreitou para o compartimento e viu um objecto aos quadrados roxos e pretos: um círculo plano de borracha, de mais ou menos dezoito centímetros de diâmetro, com uma válvula de um lado. Havia duas palavras na parte da frente do objecto. Pegou nele e leu em voz alta:

-Almofada de Carnaval.

De volta à sua secretária,
Madame Solitaire teve impressão de ouvir um berro de raiva fendendo o ar. Agarrou-se com desespero ao telefone. Era a quarta chamada que fazia nessa noite.

-Oh, está? - disse, falando depressa para o auscultador. - Esta é uma mensagem para o Grão-Mestre. Os outros morreram todos e está aqui um grande roedor que...

Do outro lado do átrio, a pistola
SIG cuspiu mais uma das suas balas mortais. Atingiu a cabeça da bibliotecária e atirou-a para a frente, por cima da secretária. Morreu imediatamente, mas não sem antes desligar.

Mais aqui!


...

Vão por mim.
Se não gostarem, podem enviar-me o livro, que ainda me faltam alguns presentes para o próximo Natal.

1 comment:

Joanita Cr. said...

Comprado,lido e aprovado! Ganda livro, AMAFAS!! É rir do princípio ao fim!!!