Vídeos com alguma facécia

Agora é possível desfrutar de alguns vídeos relacionados com os textos. Para isso basta carregar no título do post. O título é aquela coisa a Negrito, com umas letras maiores, e que antecede as profícuas palavras deste blog. Advertência: Caros leitores, estão completamente proibidos de ver os vídeos antes de lerem as barbaridades escritas, correndo o risco de serem atingidos por uma comichão deveras desagradável na zona da púbis, seguido de pé-chato nas mãos e escorbuto nos tornozelos.

Tuesday, July 18, 2006

A análise à Selecção Portuguesa que mais ninguém ousou fazer (por manifesta falta de tomates)

Praticamente não falei sobre o Mundial da Alemanha desde que a prova se iniciou. Fi-lo porque eticamente considero reprovável achincalhar jogadores enquanto ainda há jogos por disputar, onde qualquer um deles pode mostrar o seu lado perna de pau.

Agora que o Mundial terminou posso fazer a apreciação mais isenta que alguma vez encontrarão. Talvez nem na imprensa inglesa encontrem análise mais desprendida. Há que saber observar os jogos sem a camisola da Selecção Nacional vestida. Foi precisamente o que fiz, vi sempre em tronco nu!

Apreciação cuidada dos 23 eleitos por Scolari (bónus no final):

Ricardo: Até ao último jogo, as suas exibições só eram comparáveis à Mona Lisa de Da Vinci: uma obra-prima. A principal diferença é que Da Vinci não tentou dar o toque final no sorriso de Gioconda com uma trincha. Infelizmente, Ricardo decidiu defender o primeiro golo da Alemanha de trincha na mão.

Quim: Não é propriamente fácil apreciar o desempenho de Quim. No entanto, não comprometeu, não deu frangos nem sofreu golos. Fez tudo o que se pede a um guarda-redes. Posso até garantir que não foi por causa dele que perdemos com a França. Aliás, do meu ponto de vista, foi o melhor jogador entre os que não participaram no Campeonato do Mundo.

Paulo Santos: Foi o culpado da expulsão de Zidane. Materazzi garantia que Paulo Santos era o cozinheiro da Selecção portuguesa. Zidane, por seu lado, jurava a pés juntos que era um emigrante português em França. Materazzi não cedeu e Zidane, aborrecido com a teimosia do italiano, cabeceou-o. Resta dizer que o próprio Paulo Santos não sabe quem é.

Miguel: Já tinha sido o carrasco de Portugal no Euro e repetiu a gracinha no Mundial. O principal culpado por não sermos Campeões Mundiais. Na final do Europeu lesionou-se e entrou Paulo Ferreira. Perdemos. Na meia-final do Mundial lesionou-se e entrou Paulo Ferreira. Perdemos. Não há coincidências!

Paulo Ferreira: Continua a utilizar o penteado de Paulo Bento. Se a isto aliarmos que entra sempre que Miguel sai, fazia um favor à Selecção se comunicasse a sua despedida. Óbvio que a primeira razão é muito mais importante que a segunda para o seu subrendimento desportivo. E que dizer do subrendimento capilar?

Ricardo Carvalho: Não estava feliz. Sentiu imensas saudades de Jorge Andrade. Era conhecida a cumplicidade entre os dois jogadores. Durante os jogos era possível ouvi-los discutir Nietzsche ou Proust. Com Meira, esse género de diálogos é bastante mais limitado, sendo evidente no penalty sobre Henry que faltou a Ricardo Carvalho dicutir O Anticristo.

Fernando Meira: Elemento indispensável à Selecção Nacional. O seu nariz de tucano instala o pânico no ataque adversário. Quantos avançados se atemorizam perante Meira? Todos. Qualquer jogador teme pela sua vida quando Meira avança sobre ele, qual barbatana de tubarão em pleno oceano. Não é por acaso que é conhecido como “navio quebra-gelo”.

Ricardo Costa: Um dos jogadores com mais títulos. No entanto, há que dar a mão à palmatória, não se notou nada. Jogou um jogo. Perdemos e sofremos três golos. Será complicado explicar aos netos que jogou um jogo no Mundial e que Portugal sofreu três golos. Talvez diga que a culpa foi de Meira...

Nuno Valente: Foi o principal beneficiado por Portugal não ter defesas esquerdos. Como é o único que se intitula como tal, acabou por jogar. Além disso, o concorrente directo estava mais preocupado na operação ao nariz. Teve problemas em agarrar o lugar, uma vez que o lugar corria mais que ele.

Caneira: Não estava previsto jogar. Foi à Alemanha saber o preço das operações de correcção à cana do nariz. Voltou triste. São ainda mais caras que em Portugal. Mas nem tudo foi mau. Caneira jogou. Foi mais do que estava à espera.

Costinha: Ou Custinha, como lhe chamava Peseiro. Foi uma espécie de ponto-morto da equipa. Os outros fingiam que corriam. Costinha nem isso. Preocupava-se mais com os fungos da relva do que com os jogadores adversários. No Irão cortavam-lhe uma mão depois da expulsão com a Holanda. Ganhou o prémio morte ao fair-play (denominado após este Mundial prémio Zidane): em cinco jogos, quatro amarelos e um vermelho.

Petit: O tanque português. Como todo o armamento bélico português, é lento e dispara para onde está virado. No entanto, foi o único jogador que tentou que Portugal não saísse da Alemanha com alcunha de Mergulhadores mas sim Caceteiros. Perguntou a Caneira quanto custava a operação ao nariz.

Maniche: Apesar de não se chamar António, era o tó da competição. O seu nariz não engana. Tem faro. Foi um jogador em destaque. Esteve na lista final dos dez melhores jogadores do Mundial, mas foi outra distinção que o deixou radiante. Estava nomeado, entre pesos pesados como Tevez, Kahn, Ribery ou Ronaldinho Gaúcho, para jogador mais feio da competição.

Tiago: O turbo-lento. Não disfarçou que não lhe apetecia estar ali. Pensava em Ibiza. Não na velocidade do Seat, porque Tiago não esteve para correr e muito menos para pôr o pé. Aliás, já se diz que o veículo preferido de Tiago é um corta-relva (sem motor). Identifica-se muito com a velocidade do aparelho (quando ninguém empurra).

Hugo Viana: Riu-se muito, mas para jogar futebol não contém com ele. Ouviu-se nos corredores que Scolari não conseguiu convocar Fernando Rocha, e assim sendo, optou por Viana. Jogou uns minutos na tentativa de fazer os jogadores adversários agarrarem-se à barriga de tanto rir. Ninguém o percebeu e nem isso conseguiu. Não possui gillette.

Deco: Ficou demasiado afectado, física e psicologicamente, depois de se aperceber que a sua equipa não poderia ganhar o Mundial. Ainda não percebeu porque é que Parreira colocou o Juninho Pernambucano a titular com a França. Para Deco, ficar pelos quartos-de-final foi uma humilhação.

Figo: Ficou de rastos quando viu Zidane, qual touro, investir em Materazzi. Depois deste Mundial, fica provado que Zizou é melhor que Figo. O português, pauperrimamente, deu um encosto de cabeça num holandês. Pois Zidane, provando que é o melhor, aviou um italiano, com uma espectacular cabeçada, ao ponto de ser expulso, não deixando margem para dúvidas.

Cristiano Ronaldo: A qualidade do gesto técnico é irrepreensível. O superputo roça a perfeição. Finalmente temos sucessor à altura de Alexandre Yokochi. O modo com se lança não deixa ninguém indiferente. É, sem sombra de dúvidas, uma certeza na modalidade de saltos para a água. Esperemos que melhore a sua natação para almejarmos uma medalha nos J.O. de Pequim.

Simão Sabrosa: Fez de tudo. Fez mesmo de tudo. Ninguém ficou com dúvidas que deu o seu melhor para sair do Benfica. Já não se via Simão jogar assim na Selecção desde... sempre. De qualquer forma, deu mais nas vistas pelos peitorais (evidentes através das camisolas da Selecção emprestadas pela sua filha Mariana) que pelo seu futebol.

Boa Morte: Pouco há a dizer sobre um jogador que foi utilizado durante dez minutos e conseguiu, nesse espaço de tempo, mostrar que nunca lá deveria ter estado. É o único que percebe as piadas do Viana. Foi mais pelo espírito de grupo e pelo bom balneário que para jogar futebol.

Pauleta: Anunciou o seu abandono no final da competição. Pauleta poderia ter sido mais correcto. Poderia dizer que abandonou a Selecção no primeiro jogo do Mundial. Sendo ainda mais preciso, abandonou cinco minutos depois do árbitro do jogo Portugal x Angola ter soprado o apito inicial (o Ze Halcon tem os direitos das duas últimas frases).

Hélder Postiga: Que dizer de um jogador que não estaria neste Mundial se, por exemplo, fosse angolano? Até o Mantorras é futebolisticamente mais efectivo que Postiga. Para se perceber melhor o que pretendo dizer, se eu fosse seleccionador português, mais facilmente convocava o pequeno Martunis que o Postiga. Pelo menos as probabilidades de vermos golos seriam maiores.

Nuno Gomes: Sofreu na pele (e é do conhecimento geral que aquela pele só recebe os melhores hidratantes) com a indecisão de Scolari. Ao que consta, a FIFA não permite equipas mistas e Felipão decidiu não arriscar a sua utilização. Depois de testes independentes, que chegaram ao intervalo do jogo com a Alemanha, e que comprovavam o género masculino de Nuno Gomes, Scolari colocou-o em campo. Alcançou, em 44 minutos, o mesmo que Pauleta e Postiga juntos, durante 549 minutos: um golo!

Bónus:

Scolari: Conseguiu colocar Portugal num lugar que ainda não tinha alcançado. Bem sei que Portugal conquistou o terceiro lugar em 1966. Mas também é verdade que nunca tinha ficado em quarto. Como principal qualidade, Scolari é considerado, por todos, um excelente condutor de homens. Não é por acaso que foi sempre Scolari a conduzir o autocarro da Selecção.

4 comments:

JMP said...

Este Troll é um Mister!!

Bart Simpson said...

inspirado...!
gostei, especialmente, da descrição do NGomes.

Mário Almeida said...

Excelente.

As que gostei mais foram as do Miguel e do Pauleta.

"Sendo ainda mais preciso, abandonou cinco minutos depois do árbitro do jogo Portugal x Angola ter soprado o apito inicial" - :-)))))))

gueFi said...

muito divertido mas se quiseres uma abordagem mais série e isenta não deixes de consultar:

http://1001desportos.blogspot.com/2006/07/portugal-no-mundial.html

http://1001desportos.blogspot.com/