Vídeos com alguma facécia

Agora é possível desfrutar de alguns vídeos relacionados com os textos. Para isso basta carregar no título do post. O título é aquela coisa a Negrito, com umas letras maiores, e que antecede as profícuas palavras deste blog. Advertência: Caros leitores, estão completamente proibidos de ver os vídeos antes de lerem as barbaridades escritas, correndo o risco de serem atingidos por uma comichão deveras desagradável na zona da púbis, seguido de pé-chato nas mãos e escorbuto nos tornozelos.

Tuesday, May 29, 2007

Eleições intercalares na WWCLM (World Wrestling Câmara Municipal de Lisboa)

As eleições intercalares em Lisboa, assemelham-se, em tudo, a um combate de wrestling. Acompanhem-me:

1.º Temos indivíduos a desempenhar personagens.

2.º Temos lutadores menos conhecidos e com pouco jeito, que nunca serão ninguém no mundo do wrestling (Movimento do Partido da Terra, Manuel Monteiro).

3.º Temos tipos com importantes ligações (Manuela Ferreira Leite, Saldanha Sanches, José Miguel Júdice) no submundo do wrestling.

4.º Poderemos assistir a um combate Tag Team, intitulado Desalinhados vs Alinhados, sendo as duplas compostas por Helena Roseta/Carmona Rodrigues VS António Costa/Fernando Negrão.

5.º Temos os jobbers ou mid-carders. São tipos chatos, que dão uns murros e uns pontapés, mas só vão para os combates para abrilhantar a vitória dos mais importantes (Sá Fernandes, Telmo Correia ou Ruben de Carvalho), levando cacetada de "três em pipa". São a denominada B-Team.

6.º Temos os tipos com piada, que julgam que praticam wrestling na WWE ou na RAW, mas na verdade ainda não saíram do baldio atrás de suas casas (Garcia Pereira ou Gonçalo da Câmara Pereira).

7.º Temos as raparigas, pura decoração neste espectáculo que é o wrestling, que acompanham os tipos até ao ringue (José Pinto-Coelho).

8.º Dia 15 de Julho (Judgement Day) poderemos desfrutar de um Royal Rumble, com todos os participantes dentro do ringue.







Curiosidades:

- Dina faz parte da lista do PND de Manuel Monteiro. Existem bastantes reticências por parte da Comissão Nacional de Eleições em aceitar a lista do PND, uma vez que para cumprir a lei da paridade, a cantora foi inscrita como mulher.

- O PNR inscreveu em segundo lugar, na sua lista, Vasco Leitão. O curioso (ou não) é que este cidadão se encontra em prisão domiciliária. O líder do PNR, José Pinto-Coelho, já referiu que não percebe qual o busílis da questão, relativamente à impossibilidade de presença, de Vasco Leitão, nas reuniões camarárias, em caso de eleição. Segundo ele, Manuel Maria Carrilho esteve livre que nem um passarinho e no entanto também nunca lá apareceu.

"Solta o Queniano que há em ti, ou a 2ª Corrida do Glorioso: Guia para Maçaricos"

Pernas rapadas, cheiro a creme de massagem, lycra, fitas na cabeça, bebidas energéticas e gel, ar de "I was born to run" e uma camisoleta de manga cava, estampada com o logo de uma colectividade. Eu não tinha nenhuma destas coisas, o que me tornava um ser bizarro no meio dos milhares prontos a arrancar para os 10 Km da 2ª Corrida do SLB.

Depois de uns minutos de observação atenta do mundo que me rodeava, passou a intimidação e fingi uns alongamentos para me distrair. O maricas do Ze_Halcon cortou-se à última da hora. Sabia mais que eu.

BAM! Tiro de partida!! (na realidade não foi "BAM!", foi mais um tiro de pólvora seca muito fraquinho e que mal se ouviu, tipo um "TAC!")

Lembrei-me logo da publicidade: "Ah e tal, solta o queniano que há em ti"... e eu soltei!!!
De tal modo que arranquei muito forte e ainda me bati com os 2 quenianos que vi... ali... de igual para igual, que nem um tigre, a puxar pelo físico no limite da resistência mas entre os 6 e os 8 metros descolaram, nada pude fazer. Meti-me na luta, que é o que conta. Não tive medo de ser feliz... e, já agora, percebe-se o porquê: era impossível ser feliz; para quê ter medo?

Não fui feliz o tanas!
Fui muito feliz quando ultrapassei um velhinho de fato de treino e chapéuzinho de turista, apenas para o ver passar por mim 10 minutos depois, no seu ritmo implacável, sem pestanejar.
Fui muito feliz quando corri ao lado da Rosa Mota, e quando a vi repreender um cinquentão traquina que me cortou a curva por dentro. Ah! Toma e vai buscar!
Fui muito feliz quando vi que a multidão que passou por mim a abrir aos 4,5 Km se sentou no chão a beber água 500 metros depois porque estava inscrita na Fun Run que eram 5 Km.
E quando ia no sexto kilómetro e puxei pela Vanessa Fernandes que ia no sentido contrário a chegar à meta.
E quando assei a extensão quase total da virilha esquerda porque sou maçarico e não pus cremes e vaselina e manhosices dessas porque obviamente são rotices. Espera, aqui não fui muito feliz. Risca essa.

Ok, não fui muito feliz quando ia rebentando aos 8 Km nem quando se separaram os cromos dos maçaricos e fui passado por centenas de máquinas corredoras com ar assassino. Mas o mais doloroso para o ego, a verdadeira lição de humildade (e humidade, derivado ao suor que respingava qual fontanário com cheiro a rosas) não foram esses monstros de poderio físico. Foram os velhotes de fita na cabeça, as baleias de lycra (do pescoço aos ténis, que choravam copiosamente), os putos que passavam em sprint, sentavam-se no chão a arfar 100m depois e voltavam a passar em sprint... todos os seres improváveis que chegaram à meta primeiro que eu! Foi um festival! Só não verti uma lagrimita porque já a tinha suado. Cá estou eu outra vez a falar de suor. Já perceberam que me ficou gravado na memória.

Ainda no rescaldo desta experiência indescritível, aqui fica um pequeno guia: "Do's e Don'ts do Queniano-Wannabe":

Deves:
  • Treinar pelo menos uma vez no mês anterior em vez de ir armado em campeão da escola primária
  • Substimar todo e qualquer corredor à tua volta para aprenderes o mais possível com a experiência de ser ultrapassado por ele quando já estiveres a perder a visão
  • Beber água quando podes para não teres crises existenciais sobre se é roto pedires água a alguém que avisadamente não deitou fora a garrafa. Óbvio que acabei por não pedir, que coisa fanchona!
  • Correr até perder a consciência, enquanto fantasias sobre com que pé vai o Dady marcar o 3º golo do Belém ao Zbortén umas horas mais tarde (na altura parecia razoável...)
  • Sprintar à chegada. É um ponto de honra, mesmo que te custe 3 anos de vida a certos e determinados orgãos vitais.
Não deves:
  • Acenar para as câmaras que existem ao longo do percurso. Toda a gente tem uma foto, normalmente do jardim de infância, em que foi apanhado a acenar para a foto para responder ao operador. É como contratar o Pinilla: na altura parece uma boa ideia mas o resultado é péssimo.
  • Cantar hinos ou gritar palavras de ordem das claques do clube que patrocina a prova enquanto passas a correr no estacionamento do estádio só para aproveitar o eco e desmoralizar os corredores de outros clubes. É parolo e sobretudo priva-te de oxigénio. Ver seguinte.
  • Suster a respiração mais que 2 segundos; é provável que morras se tiveres essa audácia.
  • Fingir-te surpreendido pelos apitos dos sensores nos pontos de controlo como se te tivessem dado um tiro. É parvo.
  • Inscrever-te na corrida mais longa, sobretudo se nunca correste, a não ser que queiras ter uma história para contar.

NOTA: Há outros ensinamentos que posso transmitir se incentivado através de donativos em numerário. Tenho que ir à Decathlon, sabem como é... a lycra tá cara!

E para o ano há mais! E preparem-se idosos frequentadores de lares e colectividades obscuras, vou estar muito forte! E levo os restantes Trolls para não se rirem à bruta como quando lerem isto! Patifes!

Monday, May 28, 2007

humor negro para a mesa 12, por favor

...do restaurante O Barbas, na Costa da Caparica.

Zoro assinou pelo Benfica!

Marc Zoro assenta que nem uma luva na política de contratações encarnadas: jogadores que choram no relvado. No ano transacto tivemos Rui Costa. Este ano calhou-nos Marc Zoro.

Para quem não se lembra, Zoro foi o tipo que chorou e fez birra, quando uma cambada de tipos do público lhe dirigiu uns impropérios alegadamente armados ao racista. Eu tenho amigos que não estiveram lá e me garantem que não foi nada demais. Uns quantos gritos e uns quantos urros, não seriam suficientes para um amuanço como há muito não se via no mundo do futebol, garantem eles.

Mas enfim, desde que não amue quando vir o sósia da Maria Bethânia a atirar-se para a piscina, já não seria mau. O pior será se o Mantorras começar com comportamentos xenófobos. Espanto? Porquê? Depois de ouvir o palanca negra dizer que não era coxo, só falta vir dizer que também não é preto.

Saturday, May 19, 2007

Sapateira de rastas!

Estava em casa, a cozinhar uma bela sapateira, quando se fez luz. Este exercício só será bem sucedido, para quem tem uma capacidade imaginativa acima da média, embora a relação seja imediata.

Se uma sapateira usasse rastas, não vos faria lembrar algo?

Só posso dizer que o actual Governador da Califória está metido ao barulho.

Predator, diz-vos algo?



PS: Confirmar a minha teoria carregando no título deste post. Esperar até um minuto e trinta e sete e, dizer de vossa justiça!

Wednesday, May 16, 2007

humor negro para a mesa 12, por favor

"Pela crianxa k x enkontra dxaparexida n algarve, a pekena MADELEINE, vamx fazer cm k exa msg perkorra o mundo colokando uma extrelinha, k ira ximbolizar a noxa preocupaxao...."


Depois de ter lido este sms (no Pé com Meia), que parece andar a precorrer o telemóvel de cada um de nós, parece-me mais urgente encontrar a língua portuguesa que propriamente a pequena bifa!


PS: Mas que raio de merda é a estrelinha?

Friday, May 11, 2007

Liedson é fã de George Michael

O Sporting Clube de Portugal está muito indignado porque desconfia do relvado do Estádio Municipal de Coimbra, após o concerto dado por George Michael, na véspera do jogo. Para ajudar ao festival de rotice, a primeira parte do concerto ficará a cargo dos Fingertips e do mui másculo vocalista Zé Manuel. Liedson já afirmou que arranjará ainda mais as sobrancelhas porque quer ir ver o concerto. O avançado, sósia de Maria Bethania, espera conhecer o cantor bonitão, palavras do próprio.


PS: É esperado, durante a partida de Domingo, bastantes escorregadelas dos jogadores, de parte a parte, devido à lubrificação do relvado durante o concerto. O árbitro deverá estar especialmente atento às entradas por trás, fruto de resquícios da véspera.

Saturday, May 05, 2007

FOGO AMIGO (non-hostile fire)

Depois de um longo interregno, volto com considerações sociológicas importantes. Posso até adiantar que passei por uma espécie de temporada sabática tendo em vista aprofundar conhecimento sobre o tema que hoje trato. Falo, como é óbvio, e já todos perceberam, de relações de confiança e da emissão de gases. Resumindo, da condição humana. Indo até um pouco mais longe, de amizade.

A relação de confiança entre dois homens é deveras complexa. Obedece a uma sequência de estádios, científica, religiosa e paganisticamente definidos, e aos quais 97,6% das amizades masculinas não foge. Os 2,4% excluídos são, obviamente, os metrossexuais, que com os seus cremes, depilações e solários boicotam qualquer estudo credível.

Passando alguns estádios adiante (pex: “a primeira ida à bola”, “a primeira embriaguez de caixão-à-cova”; a primeira consideração sobre a boa que acaba de passar”, “o primeiro peão de marcha-atrás”, “o primeiro cantarolar da Portuguesa em arroto-menor”, enfim, toda uma panóplia de situações que mais não são que degraus de confiança numa amizade inter-machos), é chegado o momento da verdade.

Dois homens são realmente dignos da confiança um do outro, quando a flatulência acontece. Depois deste momento, nada será como dantes. É uma espécie de cerimónia. Uma espécie de ritual. Uma espécie de catarse (mas sem magoar tanto).

Quantos vezes me assolou a dúvida, Estará fulano pronto para que eu lance o gás na sua presença? Confiarei nele o suficiente?

Não é raro observar um sorriso, ou até uma sonora gargalhada, de parte a parte, aquando da aspersão da concórdia. É o assentir da importância do momento. É uma comunhão apadrinhada pela presença gasosa.

Por vezes, o sucedido pode ser embaraçoso. Se um dos lados decide iniciar “uma prova consecutiva e reiterada de confiança”, o ar pode ficar pesado.

Há também o denominado “abuso de confiança”. Esta situação tem maior incidência em WCs públicos. Passo a explicar. Um qualquer indivíduo “borrifa-se”, julgando estar só, no alvo sanitário quando, de súbito, do cubículo da sanita, sai alguém que ouviu por completo todo o festival, e pensa estar na presença do seu novo melhor amigo. Já me aconteceu estar de ambos os lados da barricada. Posso adiantar que não é agradável.

Esta breve introdução à confiança masculina, através da aspersão gaseificada, espera auxiliar todos os que observam no fiel traque, uma falta grave. Assim não será.

Num estudo efectuado pela minha pessoa (e ao qual sou complemente alheio) pude comprovar os números inicialmente referidos:

-97,6% de tá bem;
-2,4% de nem por isso.


FICHA TÉCNICA:

Sondagem ALDRABACAMPUS para o blog Profi Trolls, realizada no dia 1 de Janeiro de 2007, com o objectivo de conhecer a opinião da população portuguesa masculina sobre o papel do gás na amizade masculina, após indução das respostas por parte do entrevistador.

Universo constituído por indivíduos do sexo masculino, com mais de 3 anos, recenseados eleitoralmente ou não e animais do sexo masculino abandonados por trolhas.

A amostra é constituída por 10 entrevistas, das quais 90% do género animal, com recolha através de entrevista directa e pessoal.

O erro de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança porreiro, até é pouco.


Nota: Indivíduos com desvios sexuais, vulgo rotos, não foram aceites neste estudo porque o entrevistador não os considera “indivíduos do sexo masculino”. Sim, porque a inserção de metrossexuais na sondagem já foi uma cedência extrema.

Thursday, May 03, 2007

Plácido Domingo no Pavilhão Atlântico (eu estive lá)!

É verdade! Eu vi Plácido Domingo no Pavilhão Atlântico e gostei! Plácido cumpriu a promessa e voltou a Lisboa depois de um "catarro insistente" não ter permitido o espectáculo na data prevista. As más-línguas referem 3 Sundaes, de rajada, no McDonalds do Vasco da Gama, como a causa para a não realização do evento. Foi tudo muito fofo e muito lindo. A soprano (Virginia Tola) era boa. O Eusébio estava lá e estava vivo. Vi-o adormecer três ou quatro vezes.

Plácido Domingo de Páscoa cantou três fados, ao contrário do prometido - apenas um. Gostei especialmente do Foi Deus. E passo a explicar porque gostei mais. Plácido Domingo de Ramos, no seu português macarrónico, permitiu-me conhecer melhor a letra deste célebre fado. Nunca Amália me tinha proporcionado tantas palavras perceptíveis.

Um único senão. A Orquestra mostrou ser de um amadorismo atroz. Sempre que o Maestro saía do palco, voltavam a afinar os instrumentos. Como se não tivessem tido toda a tarde para o efectuar (as más-línguas referem uma tarde passada com o Tenor, e alguns gelados, no Vasco da Gama). Para não referir o facto de Plácido Domingo do Faustão ter adiado o seu concerto, dando tempo de sobra para uma ou outra pifarada, de modo a levar a coisa ao sítio.

De resto, tudo muito giro e lindo.

PS: Ou muito me engano ou o maestro vê demasiados filmes do Harry Potter...

Wednesday, January 31, 2007

Crianças em Saldos

Numa época em que o aborto está na boca de todos, eu e a minha patroa tomámos uma decisão basilar no que concerne ao tema "Família". Vamos ter os putos em Setembro ou Fevereiro. Chegámos à conclusão que só teríamos orçamento familiar se comprássemos os presentes aos putos nos Saldos!

Tuesday, January 16, 2007

Peça no Mosteiro dos Jerónimos

Fui no outro dia ver uma peça no Mosteiro dos Jerónimos. Foi diferente.

Fiquei agradado com o facto de não se pagar bilhete. Não éramos muitos, mas já se sabe que os portugueses não são muito adeptos de cultura. Contudo, fiquei surpreso pela faixa etária predominante na plateia: idosos.

Com a entrada do protagonista (com distintas vestes), a sala movimentou-se. Estranhamente, muitos dos espectadores levantaram-se. Nunca me tinha acontecido. Apercebi-me que estava numa espécie de musical, em que grande parte do público sabia a letra das canções. Por onde tenho eu andado? Trauteei uma que conhecia vagamente: Pai Nosso que estais no céu... O protagonista não era especialmente dotado para a cantoria. No público estavam dez, quinze velhinhas que certamente teriam feito melhor figura. E vontade não lhes faltava. Parecia que estavam numa audição, cantando ao despique. Senti falta de algum acompanhamento musical.

O actor secundário, passou o tempo todo numa lufa-lufa, cá-e-lá, cá-e-lá. Estava sempre a trazer adereços ao actor principal. Parecia que se tinham esquecido de trazer tudo para o palco. Ele era cálices, ele era salvas de prata, ele era bolachas, ele era guardanapos. Laivos de amadorismo.

Confesso que nesta altura fiquei um pouco irritado. O protagonista começa a comer a meio da peça? E ainda enfia um gole de vinho pelo gasganete abaixo? Mais tarde apercebi-me que quem quisesse podia ir comer bolachas. Como estava perto da hora do jantar, decidi poupar-me. Mas deixo aqui um conselho a futuras reposições da peça. O actor poderia (e deveria) usar umas luvas para dar as bolachas ao público. Parece-me pouco higiénico. Se a ASAE aparece lá, parece-me que não vai gostar muito. Já do vinho não reza a história. A esse eu ia. Não partilhou. De qualquer forma eu percebo, o dinheiro para estas peças não abunda e mesmo o vinho do LIDL não fica assim tão barato. Higienicamente também é reprovável que se limpe o cálice com um guardanapo. As máquinas de lavar-loiça existem por alguma razão.

Apercebi-me a certa altura que tinha sido enganado. Afinal pagava-se. Apareceram umas senhoras com um ar suspeito. Nas mãos traziam cestos. Nesses cestos, dever-se-ia colocar o preço do bilhete, deduzi eu. Como não sabia quanto era, e até então não estava a gostar especialmente da trama, deixei quatro euros. Mais tarde arrependi-me. Devia ter deixado menos. Além disso, pude observar que alguns espectadores nada pagaram, ignorando o poderoso cesto.

Não me senti muito confortável com o constante levantar e sentar. Fui apanhado no chamado "efeito-rebanho". O público levantava-se, eu levantava-me; o público sentava-se, eu sentava-me. Foi estranho. A certa altura, e depois de muito tempo em pé, alguns ajoelharam-se, certamente aflitos dos pés. Deduzo que não seria suposto ninguém sentar-se. Foi cansativo, embora me tenha poupado uma ida ao ginásio.

Como seria de esperar e dadas as dificuldades económicas na arte portuguesa, descobri que a peça tinha um patrocínio. Os actores não o esconderam, referindo-o diversas vezes: Espírito Santo. Não condeno. Os tempos são de dificuldade.

Foi um espectáculo diferente, embora me pareça que o protagonista era muito fraco. Não sabia colocar a voz e tinha fraca figura. A voz era tão aguda que por momentos pensei que fosse uma actriz. Não lhe auguro grande futuro. Por outro lado, não concordo que parte do texto seja lido. Como é possível que os actores, em plena peça, puxem de um livro (certamente com o guião da peça) e comecem num simples escorrer de palavras? Os actores têm reconhecidamente boa memória. Não era o caso. Mais valia voltar ao "ponto".

Foi diferente!

Tuesday, September 26, 2006

FILME DA TRETA estreia dia 12 de OUTUBRO

Dia 23 de Setembro, tive o prazer de presenciar a antestreia do FILME DA TRETA, no Optimus Open Air. Dia 12 de Outubro será possível visionar esta película nos cinemas. Escrito por Filipe Homem Fonseca e Eduardo Madeira, interpretado por José Pedro Gomes e António Feio, são cerca de 90 minutos de pura TRETA – em 90 minutos nem o Benfica tem conseguido fazer rir tanta gente! Recomendo! Muitos dirão que é mais do mesmo. Embora seja muito mais que isso, é caso para dizer que mais do mesmo já seria do camandro, oh catano, oh caneco!

Rir pode ser o melhor remédio, mas o que começa por ser um ou outro pingo, galopando para uma incontinência confrangedora, deixando as virilhas completamente encharcadas, num cinema a céu aberto, é broncopneumo pela certa. Mas como homem prevenido vale por dois, muni-me de uma sempre amiga algália, saindo incólume da noite cinéfila.
Se tudo o resto tivesse sido um cocó – que não foi – teria valido a pena simplesmente por ter ouvido a máxima do Greenpiça: Shave the whales, fuck the planet!

Dia 12 estou lá outra vez...

Mulheres portuguesas queixam-se que o Governo contribui para a precocidade

Muito se tem falado dos pais que procuram vagas nos infantários, antes ainda dos seus petizes virem ao mundo. Seria preocupante, não fosse uma nova antecipação dos papás e das mamãs portugueses. Com o papão da falência da Segurança Social, alguns casais estão a fazer PPR’s para os seus filhos, antes de “os” fazerem.

Cavaco mostra alumínios a Juan Carlos

O protocolo já não é o que era e Cavaco Silva ofereceu ao Rei espanhol um telemóvel de terceira geração com tecnologia portuguesa. Um dos ex-líbris do aparelho é a incorporação de um sistema semelhante ao Google Earth – para além de GPS, escova de dentes, teste de alcoolemia, papel higiénico, sodoku, canivete, calendário perpétuo até 2007, chumbos para os dentes, dicionário de Mirandês, percebes, tremoços e mínis. Depois de “passearem” pelos locais onde Juan Carlos errou durante a infância, Cavaco Silva não se conteve e não quis terminar sem mostrar ao monarca a ex-bomba de gasolina do seu pai e a famosa vivenda MariAni. Mas o Presidente da República de Portugal, Aníbal António Cavaco Silva, qual Hitchcock, deixou para o fim o momento alto da “visita” virtual: a observação da mais bela marquise de Portugal e arredores!

Semana da Moda em Madrid abre precedente

A organização da Semana da Moda em Madrid excluiu as modelos cadavéricas que habitualmente passeiam pelas passerelles de todo o mundo. Desta forma, e com o peso mínimo de 55 quilos, só poderão ser vistas neste evento as modelos anorécticas, escanzeladas e oriundas da Etiópia.

O Bloco de Esquerda insurgiu-se contra esta medida, que atenta contra as liberdades e garantias das modelos. Ana Drago acrescenta ainda que com os seus hábitos comportamentais, as meninas até contribuem para que alguns alimentos chegassem aos mais desfavorecidos. Nomeadamente os sem-abrigo, os cospe-fogo, os tipos que ainda usam blazers aos quadrados e malta assim desse género.

Por outro lado, aumenta a consciência em Portugal de que esta foi uma extraordinária medida espanhola, podendo ser seguida por alguns sectores da sociedade portuguesa. Os políticos estariam limitados a um nível mínimo de honestidade. Os dirigentes desportivos teriam de efectuar um ditado com 250 palavras, com um mínimo de 125 erros ortográficos. Os jornalistas tinham de comprovar que existe, pelo menos, uma das fontes habitualmente citadas. Os novos actores tinham de saber dizer, pelo menos, o nome de dois teatros. Os empregados das lojas chinesas tinham de saber, pelo menos, uma palavra em português. Num contexto mais específico, o Rui Santos tinha de mudar de penteado, a Elsa Raposo tinha de cumprir o ano de abstinência sexual que a Paris Hilton propõe, o Herman José tinha de voltar à cor de cabelo original e o Joaquim Monchique tinha de vestir-se definitivamente de mulher.

Se algumas destas medidas fossem tomadas poderíamos deixar a cauda de Europa, subir três ou quatro lugares no Índice Big Mac e ter mais uma equipa na Liga dos Campeões.

Wednesday, September 20, 2006

O Dia em que o JMP Mudou de Clube (os comentários)


Como não tolero faltas de respeito, intimo todos os visitantes a responderem a este coração destroçado. Um homem passa a usar um anel num dedo e não recebe uma ou outra palavra de apreço ou de despedida? Devem crer que os olhares jocosos em direcção ao dedo "prisioneiro" não magoam!

Língua Portuguesa na Cruz

Depois de uma visita relâmpago a casa de Maria de Lurdes Rodrigues, encontrámos algumas questões relativas aos futuros testes de português. Estas provas serão resolvidas através de resposta de escolha múltipla, por cruzes ou à burro, denominem como preferirem. Tomámos a liberdade de partilhar em primeira mão algumas dessas perguntas:


1. Fernando Pessoa foi:

a) Um dos maiores jardineiros portugueses de sempre. Requisitado por Jorge Sampaio, foi responsável por obras botânicas nos jardins de São Bento como O Discurso Imperceptível ou A Ninfa de Testa Alta.

b) Um dos maiores escritores portugueses de sempre. Como heterónimos mais célebres sublinhe-se Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.

c) O sexto violino da equipa de futebol do Sporting Clube de Portugal, sempre omitido por ser o único que realmente sabia tocar o virtuoso instrumento.

d) Todas as respostas anteriores estão correctas.


2. Paupérrimo significa:

a) Designação das varas de madeira utilizadas pelos Pauliteiros de Miranda, durante a dança dos paulitos.

b) Muitíssimo pobre. Superlativo irregular de pobre.

c) Doença fatal que provoca o enegrecimento e a rigidez da extremidade dos membro inferior. Na fase terminal da doença, o pé assemelha-se a um tronco de árvore.

d) Fruto raro, proveniente da pauperreira, que se pode encontrar na ilha de Minami Tori, no Japão e na ilha do Urso na Noruega.


3. Qual a definição de soneto?

a) Composição poética de catorze versos alinhados em duas quadras e dois tercetos.

b) Pai ou mãe do pai ou da mãe, que detenha apenas um filho do filho ou da filha.

c) Sono com a duração de três minutos e cinquenta e nove segundos.

d) Mineral homossexual, de extracção possível apenas das Minas da Panasqueira. Da família do Panasca.


4.
Batem leve, levemente,
Como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
E a chuva não bate assim!


Identeficado o erro ortográfico, escolha a resposta mais correcta:

a) O erro encontra-se na palavra gente. Sempre ouvi dizer que agente era da polícia. O correcto seria Será nós? Nós não é certamente.

b) Está tudo mal! Assim é que deveria ser:

Esmurrem devagar, devagarinho,
Do mesmo modo que alguém bichana pelo meu nome.
Terá natureza líquida? Terá natureza humana?
Humano não me cheira.
Além de que a água que cai das nuvens não faz esta chinfrineira!


c) O erro ortográfico está em identeficado. A forma correcta é identificado, singular do Particípio Passado do verbo identificar.

d) O erro ortográfico encontra-se na palavra chuva. Shxuva escreve-se com Shx e não com ch. Pelo menos foi o que ouvi numa rubrica qualquer, nas manhãs da RTP! Aquelas com o Jorge Gabriel, que por acaso agora é treinador e tudo. Como ele já apresentou o Quem Quer Ser Milionário deve saber isto tudo!


5. Qual o significado de gorgulho?

a) Insecto coleóptero que ataca os cereais nos celeiros.

b) Parte da armadura que defende o pescoço. Espécie de colar.

c) Gbrio. Gdignidade. Galtivez. Gvaidade.

d) Espécie de gonorreia que ataca as hemorróidas nos insectos. Esta enfermidade detém uma taxa de mortalidade na ordem dos 94.1%.

Tuesday, September 19, 2006

Pai Natal já se inscreveu no net-empregos.com

Este Natal, será possível observar uma revolução no âmbito dos pedidos das criancinhas. Durante décadas, os petizes escreviam a tradicional carta ao Pai Natal. Todos sabemos que os pequenotes nunca estão distraídos. Assim sendo, e depois das últimas escutas telefónicas vindas a público, a criançada, decidiu em plenário (pelo tradicional sistema de voto "CD dos D'zrt/Saia da Floribella no ar"), telefonar a Valentim Loureiro pela altura do Natal, enumerando os seus pedidos. A moção "enviar sms" foi derrotada in extremis. Existe uma forte crença, no mundo dos mais pequenos, que a probabilidade de serem atendidos nas suas encomendas crescerá exponencialmente!

Friday, September 15, 2006

Assim sendo, vão filmar o quê?

Produtoras aceitam cláusula da Câmara que as impede de dar má imagem do Porto

Antevêem-se, nos filmes das produtoras que assinaram o acordo, momentos de pelicula semelhantes ao filme de João César Monteiro, Branca de Neve!

Wednesday, September 13, 2006

Portugal pode ter uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo

Lisboa foi a cidade escolhida para o anúncio das Novas 7 Maravilhas do Mundo. O resultado será divulgado a 7 do 7 de 2007. Das 7 maravilhas da antiguidade clássica apenas as pirâmides de Gisé se mantêm “vivas”. Assim sendo, o suíço Bernard Weber, decidiu elaborar uma votação na internet rumo à escolha final. A grande surpresa encontra-se na possibilidade de Portugal ter uma palavra a dizer. Entre os 21 colossos seleccionados (que não o de Rhodes que já foi à sua vida porque tinha mais que fazer) como a Torre Eiffel, o Kremlin, a Muralha da China, o Stonehenge, ou o Taj Mahal encontramos Valentim Loureiro (ver foto). A figura do major convenceu os elementos que definiram os monumentos a eleger.

Na verdade, V. Loureiro reúne todas as condições para ser considerado uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo. A saber: a valorosidade (com a quantidade de Rolex que oferece e recebe, além da associação a um tal Apito Dourado – esse novo Santo Graal – a preciosidade de Valentim nunca poderá ser posta em causa), a imponência (a barriga do autarca gondomarense só tem tendência a aumentar), a visibilidade a longa distância (neste caso, o critério foi substituído pela audibilidade, que é perceptível a vários milhares de quilómetros cada vez que o major abre a boca), e por fim, a perenidade (existe a crença de que daqui por sete ou dez mil anos poderá ser o único resistente desta nova escolha, continuando como presidente da Liga, de Gondomar, da Junta Metropolitana do Porto e de mais 243 instituições e organismos desconhecidos do público em geral).

Vamos por isso votar em Valentim Loureiro para uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo! Pensando melhor, a moçoila da Estátua da Liberdade é bem mais jeitosa que o major...

Miss Miyagy era actriz pornográfica

Melody Damayo é uma cidadã nascida nas Filipinas mas com passaporte norte-americano, país que a acolheu e à sua família quando tinha apenas 6 anos. Melody está empenhada em tornar-se governadora dos EUA. Até aqui pensaríamos estar perante uma versão feminina de Arnold Schwarzenegger, mas menos mediática. Se para a população feminina Melody pode ser uma estranha, já para os norte-americanos machos, os 46 filmes pornográficos em que participou, não passaram despercebidos.

Mimi Miyagy (nome artístico de Melody) é republicana porque “acredita no direito de os indivíduos tomarem as rédeas da sua vida”. “Big Jones”, artista que diversas vezes “contracenou” com a aspirante a governadora confessa que desde cedo Mimi gostava de “tomar as rédeas”.

Com 33 anos - a idade não será mera coincidência – “celebra a feminilidade das suas escolhas. Não tem nada a esconder até porque já toda a gente a viu por inteiro”. É este à-vontade, acompanhado por um abrir de casaco, perante os jornalistas, para mostrar o reduzido sutiã cor-de-rosa que a fazem assumir-se como uma “candidata alternativa”, sob o slogan “Pela verdade nua e honesta”. O seu site oficial não a deixa mentir (www.mimi4governor.com)!

A actriz de filmes como Obsessão Secreta (película onde debutou), Anais Asiáticas ou Geishas de Bervely Hills é filha de uma médica e de um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia. A família voltou às Filipinas com o intuito de “embrenhar os valores filipinos”, na então jovem adolescente. Regressada da viagem, em Hollywood, com 18 anos e sem dinheiro, decide-se pela variante mais destapada da sétima arte. Depois desta viagem às origens, será possível defender que as Filipinas não serão o país mais indicado para incutir valores nos petizes.

Miss Miyagy (com toda a certeza familiar do treinador de Daniel LaRusso, o Karate Kid) não se arrepende do passado, justificando-se: “O próprio Abraham Lincoln o disse: desde que não esteja a maltratar os outros, cada pessoa deve aproveitar os frutos do seu trabalho”. Esta afirmação mostra claramente que embora tenha praticado sexo puro e duro, Mimi não era adepta do sado-masoquismo, que já me contaram, ainda magoa um pouquinho.

A visão sobre a Europa também é abordada. O velho continente vem à conversa quando a norte-americana nascida nas Filipinas confessa não desdenhar a hipótese da filha seguir as suas pisadas: “A América está finalmente a chegar aos padrões europeus de sexualidade. Quando a minha filha tiver 18 anos (actualmente tem 8), ser uma actriz de filmes pornográficos será tão normal como ser uma super-modelo”. As últimas frases levam-me a crer que Melody Damayo tem todo o direito a uma candidatura, uma vez que o seu conhecimento sobre a Europa mostra estar ao nível dos restantes norte-americanos.

O M de MPLA é de Mateus

As mesmas fontes que informaram Eduardo Cintra Torres do escarafunchar do governo nos alinhamentos dos telejornais da RTP, deixaram na caixa de correio de voz do meu telemóvel uma certeza bombástica. O governo angolano prepara um contra-descobrimento a Portugal!

O objectivo é claro: conquistar o rectângulo luso. A motivação: a economia angolana está a crescer de forma desmedida e no fundo apeteceu-lhe conquistar um país europeu. A escolha recaiu em Portugal porque é o único país europeu onde os angolanos conseguem perceber duas, vá lá, três palavras.

O plano começou há vários anos com o envio de Mantorras para Portugal. O intuito seria aglutinar os emigrantes angolanos junto de um ícone que lhes enviaria mensagens truncadas através de discursos pretensamente futebolísticos. Mas Mantorras não sabia ler, o que impossibilitava o jogador de compreender as mensagens enviadas directamente de Luanda, deitando por terra as aspirações da ex-colónia portuguesa. Assim se justifica a lesão de Mantorras, provocada pelo próprio governo africano, numa tentativa de eliminar o que seria alguém que sabia demais. As minhas fontes garantem-me que Mantorras nunca percebeu o que se estava a passar.

Mas Angola tinha um plano B. Lançar o caos em Portugal, começando pelo futebol. É desta forma que Mateus faz a sua aparição em Portugal. Todo este imbróglio foi premeditado por Luanda, contando de antemão com a colaboração de Valentim Loureiro (como se sabe, cônsul da Guiné-Bissau e fanático por diamantes negros). Sem futebol, a população portuguesa aperceber-se-ia que o país está a ir ao fundo (e a levar os seus habitantes com ele).

Em pouco tempo, Sócrates faria a 245ª conferência de imprensa anunciando investimento estrangeiro no país. Na verdade, seria uma forma encapotada do governo angolano comprar Portugal. Com o défice no red line e o governo socialista sem recorrer a “receitas extraordinárias”, José Eduardo dos Santos apareceria qual D. Sebastião, não numa manhã de nevoeiro mas numa tarde de chuva de diamantes. Eduardo Cintra Torres entraria novamente em acção, servindo de tapete vermelho (a mando de Jorge Coelho) à chegada do Presidente angolano.

Mas Gilberto Madail (depois de voltar a pintar o cabelo entre a terceira e a quarta garrafa de whisky) levou um grande puxão de orelhas da FIFA, deixando-o ainda mais encarniçado. Caso contrário, antes do final do ano, Portugal seria uma província angolana. As minhas fontes dizem que não ficaríamos pior do que estamos.

Friday, September 08, 2006

De mamilos ao léu (mais coisa menos coisa)

Agosto. Dezasseis e trinta (mais coisa menos coisa). Continuo branco. O resto do Algarve está moreno. Eu não. O meu ponto de partida no que respeita a bronzeado situa-se atrás de um gótico albino.

Começo a ressacar porque ainda não li A Bola. Decido desafiar a patroa a abandonarmos a piscina e a deslocarmo-nos até à tabacaria mais próxima. Ela acede. Distância: cem metros (mais coisa menos coisa). Decido, num gesto de incontida rebeldia, fazer a viagem mostrando o meu parco tufo “entrepeitos”. Lá vamos nós, ela composta, eu em tronco nu, qual bife. Compro A Bola. Os suores frios e os tremores nas pernas diminuem substancialmente.

A patroa lembra-me que deveríamos comprar uma gostosa paiolada para o farnel que comummente nos acompanha nas visitas àquele local onde a areia prolifera e a água é salgada. Decido aceder, visto o supermercado ser na porta ao lado. Continuo a mostrar o meu tronco em V (mais coisa menos coisa). Dou doze passos (mais coisa menos coisa) já dentro da superfície comercial quando a patroa encontra uma superiora hierárquica. Sou apresentado. Não sei se já alguém se esqueceu, mas eu estou despido da cintura para cima, em pleno supermercado, e não sou inglês. Todo eu transpirava a questão: mas o que é que me passou pela cabeça para não trazer a t-shirt? Mas porquê?

Depois deste episódio, ninguém mais pôde apreciar os meus mamilos e o meu umbigo (se bem me lembro, nem eu próprio), durante o resto do Verão. Nem a patroa. Mesmo nos momentos mais íntimos, a t-shirt lá está, não vá aparecer outra superiora hierárquica.

Wednesday, September 06, 2006

Quando ressonar é pecado

Eu ressono! Sou alguém que, durante a noite, simula na perfeição quer o aterrar, quer o descolar de aviões, em pleno aeroporto da Portela. A patroa até pensa que poderia ser um número com o qual eu poderia ganhar a vida. Quem sabe fazer carreira. No entanto nunca fui apreciador de transportes colectivos de passageiros.

Voltando ao que interessa. É por demais irritante pedir a alguém para ressonar menos. É o mesmo que pedir a um cego para montar um lego pelas instruções. Ou pedir a um arrumador para manter um ar lavado. Ou pedir ao Joaquim Monchique para se vestir como um homem. Ou pedir a quem compra o Expresso para não ter um ombro mais descaído que outro. Enfim, acho que já me fiz entender. O ressonar não é voluntário. É como se o semáforo ficasse verde e fôssemos taxistas: apita-se! É algo que não se controla. É mais forte que nós. Para alcançarem a dimensão do fenómeno, basta pensar que o Manuel Maria Carrilho tem um ressonar ainda maior que o seu ego.

Contudo, se realmente incomoda assim tanto “alguém com quem partilho um quarto” – atenção, não falo da cama – posso sempre deixar de respirar. Desta forma, não só não atura o meu ressonar, como garantidamente não me atura no dia seguinte.

PS1: Este texto, em momento algum, se dirige à minha patroa. Ser aliás a quem muito devo por ainda aturar a pujança dos meus decibéis nocturnos, com o mínimo queixume.

PS2: É verdade que ressono bastante alto porque eu próprio chego a acordar devido ao meu “espectáculo”!

Pain in the ass

Depois de um Verão onde a bicicleta foi o meio de transporte de excelência, a expressão pain in the ass ganhou toda uma nova dimensão.

Sunday, September 03, 2006

O dia em que o JMP mudou de clube

A hora e data reflectem o momento em que este texto foi lido. Lido não será bem o caso. Sempre que se casa um amigo, há que mostrar a nossa felicidade e nada como champanhe, gin tónico, vinho (branco e tinto), Licor Beirão, whisky, cerveja e um pouco de Favaios para reforçá-la. Todos estes ingredientes me levam a crer que este texto foi lido nessa nobre língua que é o mirandês. Aqui fica a minha homenagem ao primeiro Profi Troll de aliança:

Senti-me na obrigação de escrever algumas palavras sobre o noivo. Para quem ainda não sabe quem é, foi o ruivo que se sentou ao lado da noiva durante o jantar.

Conheci o JMP em pleno baile de finalistas da S. (contextualizando, a minha namorada e "mardinha" do JMP era colega de curso da S.). Eu e ele, dois corpos estranhos, no ambiente delas. Em desvantagem, foi rápida a ligação que se criou entre nós ao longo da noite. Essa ligação teve como maior denominador comum (para além de apreciarmos amiúde a arquitectura do bar), o quanto queríamos quem acompanhávamos nessa noite. Sem falsas modéstias (até porque tal não é permitido a quem é convidado para padrinho), creio ser um razoável juiz de carácter. E o JMP é, sem sombra de dúvidas, uma das melhores pessoas que eu conheço – embora também não possa dizer que conheça assim tanta gente. A partir desse dia, ficámos com um à vontade e uma amizade que posso dizer me surpreendeu.

Fomo-nos conhecendo e fomos ficando mais e mais amigos. A cozinha das Olaias teve um papel fundamental na cumplicidade que hoje temos. Muitas horas de conversa, de confidências, de refill. Para que hoje considere o JMP um “velho amigo”, tenho que sublinhar uma semana passada em quase união de facto. As nossas namoradas “abandonaram-nos” rumo a Cuba. O JMP, num acesso que eu só posso qualificar de loucura, convidou-me para uma semana em sua casa. Ainda hoje nos tentamos convencer que foi uma semana bem mais divertida que a delas. Mais que não seja porque ficou bem mais barata. O JMP aprendeu algo nessa semana que nunca mais se vai esquecer, por mais anos que viva. Estou obviamente a falar da palavra “estoi?”. Ponto marcante da nossa amizade foi uma noite na BP do Restelo – como podem verificar sempre escolhemos os locais mais in da noite alfacinha – onde, com a singular ajuda do Ze Halcon, construímos uma réplica das Torres Gémeas, não conseguindo evitar o desabamento das mesmas por parte da senhora da limpeza. É verdade, a história repete-se. Foi aqui que me dei por feliz por o JMP não se estar a cursar em Engenharia Civil mas sim em E.I.

O JMP é também o meu São Informático. Quando o computador teima e me reduz à minha insignificância informática, eis que surge o JMP e o coloca no seu lugar: um mero conjunto de plástico, fios, metal e outros componentes que agora não interessam. Se o computador me reduz à insignificância, o noivo gosta de me fazer sentir um mentecapto. Enquanto soluciona qualquer trapalhada que eu tenha feito, faz-me sofrer, confidenciando-me amiúde que não há volta a dar. Tenho de comprar um computador novo. Cinco minutos depois, com aquele ar de menino do coro diz-me que está tudo resolvido, enquanto se ri na minha cara.

Creio que o noivo não me perdoaria se não referisse a paixão que temos em comum – S., não te assustes, não se passou nada de “estranho” na semana que passaste em Cuba. Falo do nosso Benfica. Quantas vezes fomos acusados pelas senhoras que hoje nos acompanham de só sabermos falar sobre o Glorioso? S., pelo menos podes ter a certeza que estás perante um bom chefe de família.

Não posso deixar de dizer que o JMP é das pessoas mais inteligentes, divertidas, trabalhadoras, modestas, sinceras e outro chorrilho de qualidades que ele bem sabe. Além disso, não convém exagerar porque está aqui muita gente que o conhece e ainda me chama mentiroso.

O JMP convidou-me para padrinho. A honra foi maior, sabendo as amizades que ele espalha, especialmente em E., onde um “gang” de amigos de infância, nunca o deixará sozinho. JMP, obrigado!

Logo no dia que conheci o JMP, soube que a S era uma mulher com sorte. Chegado o dia de hoje, creio que estamos perante dois totalistas do Euromilhões. Há gente com sorte, o que é que se há-de fazer?


Parabéns JMP!

AMAFAS

Wednesday, July 26, 2006

Branca de Neve disse que seria uma honra

Dunga, ex-capitão da selecção brasileira de futebol foi o escolhido para treinar a selecção canarinha. O futebol brasileiro é mundialmente famoso. Basta pensar que Portugal tem como treinador principal um brasileiro. Mas por esse mundo fora, vários países têm seleccionadores brasileiros. Desta forma, tudo o que acontece no Brasil, em termos futebolísticos, tem repercussões no resto do planeta. Depois da escolha de Dunga para o comando da selecção brasileira, vários países procuraram seguir este mesmo caminho. A Serra Leoa contactou o Soneca; o Tuvalu contratou, já no dia de hoje, o Zangado; no Djibouti decidiram avançar numa contratação relâmpago para Atchim; o Quirguistão sondou Feliz (que recusou por já se ter comprometido com a selecção do Butão) e escolheu Dengoso para seleccionador nacional. Mestre e Zangado discutem pormenores com países da Micronésia e brevemente serão apresentados.

Gilberto Madaíl não passou incólume por esta questão. Embora tenha renovado recentemente com Scolari, existe uma crescente preocupação com a sucessão do brasileiro. Uma fonte da Federação Portuguesa de Futebol confidenciou-me que para 2008 se pondera a contratação da Branca de Neve.

Monday, July 24, 2006

Materazzi, Zidane e Veronique

Eu continuo a dizer, mas ninguém acredita. A sorte do Marco Materazzi é que Veronique Zidane (mulher de Zizou) não coloca o marido com "fortes dores de cabeça na zona da testa", senão o francês tinha-lhe perfurado os pulmões. Ainda há homens com sorte!

Tuesday, July 18, 2006

A análise à Selecção Portuguesa que mais ninguém ousou fazer (por manifesta falta de tomates)

Praticamente não falei sobre o Mundial da Alemanha desde que a prova se iniciou. Fi-lo porque eticamente considero reprovável achincalhar jogadores enquanto ainda há jogos por disputar, onde qualquer um deles pode mostrar o seu lado perna de pau.

Agora que o Mundial terminou posso fazer a apreciação mais isenta que alguma vez encontrarão. Talvez nem na imprensa inglesa encontrem análise mais desprendida. Há que saber observar os jogos sem a camisola da Selecção Nacional vestida. Foi precisamente o que fiz, vi sempre em tronco nu!

Apreciação cuidada dos 23 eleitos por Scolari (bónus no final):

Ricardo: Até ao último jogo, as suas exibições só eram comparáveis à Mona Lisa de Da Vinci: uma obra-prima. A principal diferença é que Da Vinci não tentou dar o toque final no sorriso de Gioconda com uma trincha. Infelizmente, Ricardo decidiu defender o primeiro golo da Alemanha de trincha na mão.

Quim: Não é propriamente fácil apreciar o desempenho de Quim. No entanto, não comprometeu, não deu frangos nem sofreu golos. Fez tudo o que se pede a um guarda-redes. Posso até garantir que não foi por causa dele que perdemos com a França. Aliás, do meu ponto de vista, foi o melhor jogador entre os que não participaram no Campeonato do Mundo.

Paulo Santos: Foi o culpado da expulsão de Zidane. Materazzi garantia que Paulo Santos era o cozinheiro da Selecção portuguesa. Zidane, por seu lado, jurava a pés juntos que era um emigrante português em França. Materazzi não cedeu e Zidane, aborrecido com a teimosia do italiano, cabeceou-o. Resta dizer que o próprio Paulo Santos não sabe quem é.

Miguel: Já tinha sido o carrasco de Portugal no Euro e repetiu a gracinha no Mundial. O principal culpado por não sermos Campeões Mundiais. Na final do Europeu lesionou-se e entrou Paulo Ferreira. Perdemos. Na meia-final do Mundial lesionou-se e entrou Paulo Ferreira. Perdemos. Não há coincidências!

Paulo Ferreira: Continua a utilizar o penteado de Paulo Bento. Se a isto aliarmos que entra sempre que Miguel sai, fazia um favor à Selecção se comunicasse a sua despedida. Óbvio que a primeira razão é muito mais importante que a segunda para o seu subrendimento desportivo. E que dizer do subrendimento capilar?

Ricardo Carvalho: Não estava feliz. Sentiu imensas saudades de Jorge Andrade. Era conhecida a cumplicidade entre os dois jogadores. Durante os jogos era possível ouvi-los discutir Nietzsche ou Proust. Com Meira, esse género de diálogos é bastante mais limitado, sendo evidente no penalty sobre Henry que faltou a Ricardo Carvalho dicutir O Anticristo.

Fernando Meira: Elemento indispensável à Selecção Nacional. O seu nariz de tucano instala o pânico no ataque adversário. Quantos avançados se atemorizam perante Meira? Todos. Qualquer jogador teme pela sua vida quando Meira avança sobre ele, qual barbatana de tubarão em pleno oceano. Não é por acaso que é conhecido como “navio quebra-gelo”.

Ricardo Costa: Um dos jogadores com mais títulos. No entanto, há que dar a mão à palmatória, não se notou nada. Jogou um jogo. Perdemos e sofremos três golos. Será complicado explicar aos netos que jogou um jogo no Mundial e que Portugal sofreu três golos. Talvez diga que a culpa foi de Meira...

Nuno Valente: Foi o principal beneficiado por Portugal não ter defesas esquerdos. Como é o único que se intitula como tal, acabou por jogar. Além disso, o concorrente directo estava mais preocupado na operação ao nariz. Teve problemas em agarrar o lugar, uma vez que o lugar corria mais que ele.

Caneira: Não estava previsto jogar. Foi à Alemanha saber o preço das operações de correcção à cana do nariz. Voltou triste. São ainda mais caras que em Portugal. Mas nem tudo foi mau. Caneira jogou. Foi mais do que estava à espera.

Costinha: Ou Custinha, como lhe chamava Peseiro. Foi uma espécie de ponto-morto da equipa. Os outros fingiam que corriam. Costinha nem isso. Preocupava-se mais com os fungos da relva do que com os jogadores adversários. No Irão cortavam-lhe uma mão depois da expulsão com a Holanda. Ganhou o prémio morte ao fair-play (denominado após este Mundial prémio Zidane): em cinco jogos, quatro amarelos e um vermelho.

Petit: O tanque português. Como todo o armamento bélico português, é lento e dispara para onde está virado. No entanto, foi o único jogador que tentou que Portugal não saísse da Alemanha com alcunha de Mergulhadores mas sim Caceteiros. Perguntou a Caneira quanto custava a operação ao nariz.

Maniche: Apesar de não se chamar António, era o tó da competição. O seu nariz não engana. Tem faro. Foi um jogador em destaque. Esteve na lista final dos dez melhores jogadores do Mundial, mas foi outra distinção que o deixou radiante. Estava nomeado, entre pesos pesados como Tevez, Kahn, Ribery ou Ronaldinho Gaúcho, para jogador mais feio da competição.

Tiago: O turbo-lento. Não disfarçou que não lhe apetecia estar ali. Pensava em Ibiza. Não na velocidade do Seat, porque Tiago não esteve para correr e muito menos para pôr o pé. Aliás, já se diz que o veículo preferido de Tiago é um corta-relva (sem motor). Identifica-se muito com a velocidade do aparelho (quando ninguém empurra).

Hugo Viana: Riu-se muito, mas para jogar futebol não contém com ele. Ouviu-se nos corredores que Scolari não conseguiu convocar Fernando Rocha, e assim sendo, optou por Viana. Jogou uns minutos na tentativa de fazer os jogadores adversários agarrarem-se à barriga de tanto rir. Ninguém o percebeu e nem isso conseguiu. Não possui gillette.

Deco: Ficou demasiado afectado, física e psicologicamente, depois de se aperceber que a sua equipa não poderia ganhar o Mundial. Ainda não percebeu porque é que Parreira colocou o Juninho Pernambucano a titular com a França. Para Deco, ficar pelos quartos-de-final foi uma humilhação.

Figo: Ficou de rastos quando viu Zidane, qual touro, investir em Materazzi. Depois deste Mundial, fica provado que Zizou é melhor que Figo. O português, pauperrimamente, deu um encosto de cabeça num holandês. Pois Zidane, provando que é o melhor, aviou um italiano, com uma espectacular cabeçada, ao ponto de ser expulso, não deixando margem para dúvidas.

Cristiano Ronaldo: A qualidade do gesto técnico é irrepreensível. O superputo roça a perfeição. Finalmente temos sucessor à altura de Alexandre Yokochi. O modo com se lança não deixa ninguém indiferente. É, sem sombra de dúvidas, uma certeza na modalidade de saltos para a água. Esperemos que melhore a sua natação para almejarmos uma medalha nos J.O. de Pequim.

Simão Sabrosa: Fez de tudo. Fez mesmo de tudo. Ninguém ficou com dúvidas que deu o seu melhor para sair do Benfica. Já não se via Simão jogar assim na Selecção desde... sempre. De qualquer forma, deu mais nas vistas pelos peitorais (evidentes através das camisolas da Selecção emprestadas pela sua filha Mariana) que pelo seu futebol.

Boa Morte: Pouco há a dizer sobre um jogador que foi utilizado durante dez minutos e conseguiu, nesse espaço de tempo, mostrar que nunca lá deveria ter estado. É o único que percebe as piadas do Viana. Foi mais pelo espírito de grupo e pelo bom balneário que para jogar futebol.

Pauleta: Anunciou o seu abandono no final da competição. Pauleta poderia ter sido mais correcto. Poderia dizer que abandonou a Selecção no primeiro jogo do Mundial. Sendo ainda mais preciso, abandonou cinco minutos depois do árbitro do jogo Portugal x Angola ter soprado o apito inicial (o Ze Halcon tem os direitos das duas últimas frases).

Hélder Postiga: Que dizer de um jogador que não estaria neste Mundial se, por exemplo, fosse angolano? Até o Mantorras é futebolisticamente mais efectivo que Postiga. Para se perceber melhor o que pretendo dizer, se eu fosse seleccionador português, mais facilmente convocava o pequeno Martunis que o Postiga. Pelo menos as probabilidades de vermos golos seriam maiores.

Nuno Gomes: Sofreu na pele (e é do conhecimento geral que aquela pele só recebe os melhores hidratantes) com a indecisão de Scolari. Ao que consta, a FIFA não permite equipas mistas e Felipão decidiu não arriscar a sua utilização. Depois de testes independentes, que chegaram ao intervalo do jogo com a Alemanha, e que comprovavam o género masculino de Nuno Gomes, Scolari colocou-o em campo. Alcançou, em 44 minutos, o mesmo que Pauleta e Postiga juntos, durante 549 minutos: um golo!

Bónus:

Scolari: Conseguiu colocar Portugal num lugar que ainda não tinha alcançado. Bem sei que Portugal conquistou o terceiro lugar em 1966. Mas também é verdade que nunca tinha ficado em quarto. Como principal qualidade, Scolari é considerado, por todos, um excelente condutor de homens. Não é por acaso que foi sempre Scolari a conduzir o autocarro da Selecção.

Sunday, July 16, 2006

Jardel em entrevista exclusiva, "fala" do Beira-Mar

Como seria de esperar, Jardel falhou a apresentação no seu futuro clube - isto, até encontrar algum que lhe pague em fichas de jogo. O brasileiro não embarcou no avião proveniente do país natal, rumo ao Porto, onde um dirigente aveirense o esperava. Como habitual, Profi Trolls orgulha-se de mais um exclusivo. Chegámos à fala com o (ex-)goleador:

Profi Trolls: Jardel, como se sente?

Jardel: Jardel está um pouco zonzo... A noite foi longa para Jardel. Muita mulher, muito caipirão, você sabe como é...

PT: Pois. E então, sempre vem jogar para o Beira-Mar?

J: Oi?

PT: Beira-Mar? Aquele clube português, treinado pelo Inácio!

J: Hein?

PT: O Beira-Mar anunciou ontem a sua vinda, mas parece que o Jardel não embarcou no avião.

J: Xiiiiiii! Jardel tava cismando que tinha esquecido de qualquer coisa, mas Jardel não tava lembrando não... Valeu meu chapa!

PT: E agora Jardel? Que justificação vai dar? Os dirigentes estão furiosos!

J: Não tem problema não. Digo que na hora do voo, Jardel tava com uma baita sorte e ainda tinha um montão de fichas para gastar...

PT: Pode ser que os dirigentes do Beira-Mar ainda sejam do tempo em que o arroz custava 2 centavos e em que ainda se dizia quem diz a verdade, não merece ser castigado!

Saturday, July 15, 2006

Utentes do IC 19 sofrem com proeza chinesa

Foi um sucesso, a primeira viagem de comboio entre a China e o Tibete. Embora tenha demorado dois dias, deixou muitos utilizadores do IC19 (apontados pela comunidade científica como portadores do vírus “paciência de chinês”) com uma inveja do camandro.

Friday, July 14, 2006

E andamos nós preocupados com o "buraco" do Ozono

Catherine Clément, escritora francesa, acredita que “as mulheres e os homossexuais são a chave de toda a política actual”. Que ninguém se admire se o Bloco de Esquerda se lembrar de propor um regime de quotas também para os homossexuais.

PS: Há que colocar a hipótese de uma qualquer quota de, por exemplo, 33,(3)% estar já preenchida. Neste caso, estaremos perante supranumerários?

Jardel no Beira-Mar

O Beira-Mar, clube mais representativo da cidade de Aveiro, anunciou a contratação do avançado Mário Jardel. É verdade, este é o mesmo jogador que brilhou no Porto e no Sporting. A pergunta lógica impõe-se: como teve o Beira-Mar (que voltou este ano à primeira divisão) argumentos financeiros para convencer um jogador que ainda goza de alguma popularidade? Segundo o presidente aveirense, foi relativamente fácil. Nem foi preciso oferecer um avultado ordenado. Foi só mostrar ao Jardel que Aveiro ficava encurralada entre os Casinos da Figueira e de Espinho.

Thursday, July 13, 2006

Depois de 19 anos em coma, pediu uma Pepsi

Terry Wallis, recuperou de um coma de 19 anos em 2003. Entrado em coma com apenas 19 anos, resultado de um acidente de viação, não se vislumbravam hipóteses de recuperação. Ao que parece, o seu próprio cérebro auto-reparou-se, estabelecendo novas ligações entre os seus neurónios, deixando a comunidade científica boquiaberta. Renasce a esperança na família de Cláudio Ramos.

Wednesday, July 12, 2006

Sindicato dos Jornalistas consagra nos seus estatutos que...

...um estágio jornalístico na Dica da Semana é mais conceituado que no 24 Horas!

Li na Dica da Semana que Cat Stevens – mundialmente conhecido em Portugal como Gato Esteves – vai voltar a editar um disco, 28 anos após o seu último trabalho. Parece que estava farto de rezar. Depois desta notícia, não pude deixar de pensar que até a Dica tem uma redacção de informação mais criteriosa que o 24 Horas.

PS: Caso não tenham conhecimento de que trata a publicação Dica da Semana, perguntem à vossa empregada moldava ou ao pedreiro checheno mais próximo.

Tempo de Viver bate recorde mundial de temas controversos ACTUALIZAÇÃO: 16/01/07 - EU SEI QUEM É O TUBARÃO!

Tendo em conta a linha editorial desta casa (pois, como se tal existisse), vou penetrar num tema maldito. As novelas. Da TVI. De um tal Rui Vilhena. Já foi possível observar uma referência a uma outra novela que ficou conhecida como quem matou o António? Ora bem, volto a encontrar razão para escrever sobre o que o português escolhe primordialmente ver na televisão, no horário nobre. Falo da nova novela da TVI, Tempo de Viver.

Convém, antes de tudo, avisar que vou demonstrar um conhecimento deveras aprofundado sobre os temas nucleares desta novela. Peço, por favor, não deixem de ler, por mais que não gostem de novelas. Eu também não gosto. Mas vejo. Razão? Um simples e racional trade-off entre novelas e futebol. Eu vejo novelas, para a patroa me deixar ver futebol, sempre que coincidem no mesmo horário (ou noutros). Quem conhece um pouco de Teoria dos Jogos, diria que pura e simplesmente adopto a melhor estratégia, tendo a conta a melhor estratégia do adversário. Por outro prisma, dispenso visionamento televisivo de qualidade nos momentos de desafogo para obtê-lo nos momentos mais cruciais.

Bem sei que sou eu que uso as calças em casa e que a essa hora a patroa deveria estar a lavar a louça, a polir o estanho, a tirar a porcaria do ralo da banheira (porque tomei o meu banho semanal) ou a coser as minhas meias (rotas por não cortar a unhaca do dedão), mas eu sou um coração mole, e permito que elabore a labuta do lar que lhe diz respeito, pela madrugada, enquanto durmo o sono dos justos.

Agora que elucidei a assistência, vamos ao que interessa. A novela Tempo de Viver abarca quase todos os dramas da sociedade (e mais alguns que a própria sociedade ainda não se tinha lembrado). Não acreditam? Ora observem-nos: alcoolismo, bissexualidade, alpinismo (desportivo e social), uma ex-presidiária, terrorismo, prostituição na classe alta (prostitutas e prostitutos), chantagistas, taxistas, troca de casais, a descoberta da religião, tráfico de droga e de diamantes, paranormalidade/aparições. Bem sei que faltam temas clássicos como o aborto, o incesto, o roubo de crianças ou a violação, mas essas são tratadas nas outras duas novelas. Rui Vilhena, nesta novela, bolça uma simbiose de temas só ao alcance dos escritores da série juvenil Riscos. Quem não se lembra da série que não deixava um tema controverso para depois? Um tsunami, perto de um episódio de Riscos, parecia uma bufa num qualquer banho de emersão.

Vou tentar, em poucas frases, resumir a trama da novela.
A alpinista-social que quer casar com um moço ricalhaço, que é bissexual, e tem um caso com um prostituto. O irmão do ricalhaço está apaixonado por uma prostituta fina que tem o padrasto dele como cliente. A mãe da alpinista-social esteve presa por tráfico de droga e tem um tio taxista, que tinha um filho que morreu nas torres do World Trade Center. Uma tia do ricalhaço bebe whisky como se a Escócia fosse ao fundo amanhã e tem um casal amigo que pratica swing, cujo filho quer ir para padre. Os swingueiros têm outro casal amigo que tem um filho que vê fantasmas e faz premonições.

Se isto é uma novela com três semanas de vida, não quero pensar no que aí vem. Necrofilia? Nanismo? Sinusite? Gonorreia? Pé Chato? Jeovás? Heterossexualidade? O Jogo da Mala? O Guilherme Leite? O Nel Monteiro (com o seu novo sucesso Puta Vida Merda Cagalhões)? Granizo? Afias Estragados? Polo Aquático?


PS: O facto de poderem ouvir a música de Nel Monteiro deve-se ao Portal Pimba. Aqui podem encontrar uma exaustiva análise à música.


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Actualização (16/01/07):


Não se fala noutra coisa. Depois da célebre pergunta Quem matou o António?, Rui Vilhena volta a mostrar a sua arte para perguntas retóricas e está de volta com Quem é o Tubarão? Eu já sei quem é o Tubarão em Tempo de Viver! Muitos apostam em Bráulio, outros tantos em Fernando, alguns em Célia, dois em mim e o Ze Halcon está convencido que é o trabalhador de Leste da Limparte. Errado! O Tubarão em Tempo de Viver é a Floribella. Até Rui Vilhena se rendeu à boazinha Flor. Ao que se sabe, os filhotes de Vilhena obrigaram-no a incluir Flor na trama sob pena do argumentista ficar com os filhos órfãos. É assim a batalha SIC vs TVI: uma guerra sem quartel (porque o Estado já o vendeu)!!!

E daí, talvez o Tubarão seja o Fausto. Desta ninguém se lembrou ainda...

Thursday, July 06, 2006

Para além da electricidade, Espanha quer controlar mais preços em Portugal

Não é só o preço da electricidade em Portugal que Espanha quer controlar – embora não se preocupe em controlar a velocidade das suas carruagens de metro. Depois de auscultado Zapatero, posso afiançar (com a mesma credibilidade da Afinsa) que o país vizinho quer controlar o preço da jorna das crianças portuguesas que cosem sapatos para a Zara. Esta situação torna-se sobremaneira importante uma vez que as crianças espanholas não conseguem competir com os salários das nossas, provocando uma subida sem precedentes no desemprego infantil espanhol.

Quem ganha o jogo da Pergunta e Resposta?

João César das Neves disse:

O Estado português é obeso. (...) Não são só papos a sair do biquini, mas uma barriga que não passa nas portas, causa hipertensão e já ameaça enfarte.

Nos corredores de S. Bento, ouvi de fonte segura, qual será a resposta de Sócrates:

Caro João César das Neves, depois da sua análise não vislumbro outra solução que não seja parar tudo e rezar. Rezar muito. E quanto a esta solução, não acredito que o caro professor, perdão, caro beato, veja algo de errado.

Bush teme pela segurança das Taxas de Juro dos EUA

A Reserva Federal Norte-Americana vai voltar a fazer subir as taxas de juro directoras. Há quem diga que estão demasiado altas. Bush concorda e já partilhou nos círculos mais próximos (Chapitô e Circo Chen das 3 Pistas) que teme mais um ataque aéreo da organização terrorista Al-Qaeda.


Quando a luz se apaga

Quem me lê por aqui, faz uns tempos, conhece a minha fixação por casas-de-banho. Tenho um enorme apreço (e, por que não admití-lo, algum respeito) pelo local onde expurgo todo e qualquer pecado. De qualquer forma, continuo a encontrar inúmeros entraves a uma racional utilização do lavabo. E aqui chegado, quero incidir a minha análise nos sanitários públicos. Quem não utilizou uma casinha com luzes automáticas, que acendem com a presença do aflito ser? Pois eu já e digo-vos que, embora inicialmente tenha mostrado alguma resistência ao avanço tecnológico, hoje em dia posso, sem falsas modéstias, considerar-me um profissional nessa espécie de quartos-de-banho.

Já aqui partilhei que, uma viagem ao “confessionário” esperançoso de alguma “firmeza”, tem como tempo médio, para a minha pessoa (e para mim também), qualquer coisa como 23 minutos e 38 segundos. Ora, quem, como eu, dispensa o tempo correcto às obrigações escatológicas do dia-a-dia (embora ocasionalmente me surpreendam noite dentro), sente necessidade de se distrair e, porque não, de um intermitente regabofe. É aqui que entram as casas-de-banho com luzes automáticas.

O desagrado inicial deu lugar a um passatempo que, no meu caso, se tornou mais viciante que o karaoke para a minha patroa. Passo a explicar. Depois de algum tempo sentado, a luz apagava-se – e com o passar dos minutos o breu tornava-se recorrente. Sentia-me um lobisomem em pleno pôr-do-sol, a raiva a tomar conta de mim... Consegui superar. Com a ajuda de terapia adequada, apercebi-me que o ideal seria aproveitar a interacção que me era proposta. Decidi testar variadas formas de dança, de modo que fosse possível regressar a uma leitura que me é cara: A Bola. Sempre sentado, testei rumba, twist, samba, rock and roll, lambada, polka, break-dance, flamenco, foxtrot, valsa, fandango e até a dança tradicional dos aborigenes neozelandeses.

O resultado final não foi muito animador. Depois de efectuar variados estudos estatísticos, constatei que, a forma mais eficaz de voltar a acender a luz é fazer a Ola – celebrizada no Campeonato Mundial de Futebol no México em 1986. Tendo em conta que não conheço todas as danças existentes no mundo, aceito novas sugestões, pois pondero utilizar este estudo como base para uma futura tese de Mestrado.

Ensinar? Para quê?

No documento que explana a proposta de mudança do Estatuto da Carreira Docente (55 páginas) por parte do Ministério da Educação, não aparece, por uma vez que seja, a palavra ensinar. Quem o diz é Nuno Crato, professor no ISEG e presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática. Sentado no meu sofá, exclamei incrédulo, Mau, tu queres ver? Entretanto, apercebi-me que estava sozinho e não levava a nada falar para o candeeiro, até porque tinha uma lâmpada fundida. Depois de mais um passeio aleatório pela demência decidi voltar.

Fui confirmar a observação do Professor Nuno Crato. E não é que tinha razão? Procurei então pela palavra professor. Resultado da pesquisa: zero vezes. Tentado a levar mais longe o esforço, prolonguei a minha demanda. Aluno, Santo Graal, Escola, Templários, Conteúdos Programáticos, Maria Madalena, Direito à greve, Priorado de Sião, Provas de Avaliação, Igreja Católica, Avaliação Contínua, Nossa Senhora do Caravaggio, etc, foram minuciosamente esgravatados nas páginas já amarelecidas pelo uso. Resultado? Não encontrei nenhuma destas palavras. Fiquei boquiaberto, até porque bocejava alarvemente. Fiquei mais calmo quando li o que estava escrito no topo da primeira página do “documento” que dissecava: Como mudar uma lâmpada?

Wednesday, July 05, 2006

Ruas a ferro e fogo (e pedras)

O presidente da Câmara Municipal de Viseu e Supremo Comandante da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, voltou à carga: “Declaro guerra aos burocratas que têm deliberadamente a ideia de implicar com os eleitos locais, contra quem não conhece o poder local”, transmitiu o “Sargentão das Cidades” (nome de guerra ganho devido a heróicas vitórias nos Montes Hermínios, junto de Viriato) O bélico autarca partilhou ainda, numa reunião municipal: “Corram-nos à pedrada, a sério (...) eu estou a medir muito bem aquilo que estou a dizer (...) arranjem lá um grupo, corram-nos à pedrada.” Fernando Ruas referia-se aos inspectores do Ministério do Ambiente que têm aplicado multas por aquelas bandas. Sacanas! Mas... o presidente já reformulou as palavras. Depois de confrontado, chegou à conclusão que deveria ter dito “cheguem-lhe o fogo ao rabo” (depois disto não há Canadair que resista), por ser uma expressão mais típica da região. Poderá interessar informar o incauto leitor que a subdivisão local do Ministério do Ambiente é dirigida por um vereador do PS de Viseu. Quando todos carpíamos Ferreira Torres, eis que emerge um sucessor, neste marasmo nacional extra-futebol.

PS: A tutela das autarquias “vai ficar concentrada num só serviço”, garantiu o secretário de Estado adjunto e da Administração Local. Para presidir este serviço eu proponho duas soluções de choque: ou Maria José Morgado, ou o próprio Fernando Ruas.

Monday, June 19, 2006

-Mãe, a Ministra da Educação é má!

Na avaliação, que colocará à prova a dureza dos professores, uma das componentes será da responsabilidade dos pais das criancinhas, vulgo monstros. Os pais terão uma palavra a dizer na progressão da carreira de um professor. Está bem. Não sou contra a avaliação, muito pelo contrário. Até levava as coisas mais longe. No final de cada aula, os alunos exibiam placas com notas (de zero a dez), num sistema semelhante ao dos saltos para a água. Retirava-se a nota mais alta e a mais baixa e encontrava-se a média - tudo isto para eliminar a suspeição. Era giro. Perdia-se (mais) dez minutos de aula e tudo.

Por outro lado, os professores poderiam voltar a malhar nos alunos. Não fez o trabalho de casa? Cinco murros de mão fechada nos dentes! Seria o sistema perfeito. Todos se poderiam vingar entre si e desta forma estimular-se-ia a lei do mais forte. No fundo estaríamos diante de uma preparação para a vida activa (ou então algo entre o pugilismo e o bufanço).

Eu tenho ideias completamente parvas. Até chego a pensar que deveria ser expatriado de Portugal só por pensar em coisas tão estapafúrdias como:

-As escolas recebiam um subsidio estatal de acordo com as notas;
-Os exames eram efectuados anualmente a nível nacional, para todos os anos de ensino;
-Os professores eram avaliados pelas notas dos alunos, que faziam exames nacionais, que no mínimo valeriam 50% da nota final (de modo a diminuir o efeito de uma possível subida de notas por parte dos professores);
-Os pais podiam escolher livremente as escolas dos seus filhos;
-Etc (aqui cabe muita coisa para este modelo funcionar, como por exemplo: cursos para explicar aos paizinhos que a escola é o local onde os meninos adquirem sapiência e não educação, e que o Estado não tem de ser a ama dos país, na forma de professores - caso os país não alcançassem aproveitamento nestas matérias, seriam fortemente agredidos pelos professores com problemas psicológicos causados pelas "coitadinhas das criancinhas")


Amigos stôres, na questão dos paizinhos avaliarem-vos estou convosco. Mas nas outras...

Não se marca uma greve entre-feriados. Com o rótulo que vos colaram, e se eu fosse o patrão do Sindicato (olha que antagonismo tão espirituoso), marcava uma greve para o feriado. Isto é que seria ter uns tomates maiores que os da Ministra (provavelmente estou a defender algo que nem é exequível, mas eu sou mesmo assim: quanto mais sangue melhor)!


Já agora, e só para terminar, e porque não colocar os pais dos professores a avaliarem a Ministra da Educação?

Monday, June 12, 2006

Puro Saudosismo ou Desaparecido/a em Combate

MULHER-BARBUDA
(elemento essencial num qualquer circo freak-show)

Tuesday, June 06, 2006

Livro dos Porquês (resposta desconhecida)

Se os fogos lavram para que é que os agricultores compram tractores?

666 - O dia da besta!

Hoje é o sexto dia, do sexto mês, do sexto ano do novo século. Este dia é conhecido como o dia do Anticristo, do Armagedão, simbolizado pelo mítico 666. Estamos a falar do número da besta!

É um dia pródigo em eventos e lançamentos de produtos alusivos ao dia. Como exemplo, veja-se o caso do filme O Génio da Mal, que estreia excepcionalmente a uma terça-feira.

Depois de analisar todos os acontecimentos por terras lusas, fiquei convencido que o festejo do dia da besta é na Praia de Santo Amaro, onde os D'ZRT farão um concerto! Eu sempre desconfiei...

Monday, June 05, 2006

Assembleia da República às moscas

O queixume relativo ao facto de o hemiciclo da Assembleia da República estar recorrentemente às moscas não me surpreende. Digam-me, as moscas gostam de quê? Onde é que elas adoram chafurdar? Ora aí está! Não preciso dizer nem mais uma palavra. Mas digo! É a sabedoria popular a demonstrar mais uma vez que está sempre alguns passos à frente. Aí uns dez. Não? Talvez doze. Não sei, nunca me destaquei no mundo do nanismo.

Thursday, June 01, 2006

Tráfico no Rock in Rio (para começar)

Muitos já devem ter sofrido na pele (mas especialmente no binómio nunca antes enunciado garganta/carteira) a ditadura que é não se poder entrar, em determinados e certos recintos, com tampas nas garrafas. Tenho a solução! Dirigi-me às Finanças mais próximas da minha área de influência e alterei a minha actividade (de Editor de Obras Próprias para Especulador de Tampas)! A partir deste fim-de-semana, em qualquer evento que a minha pessoa (e uma ou outra vez, eu próprio) esteja presente, vai ser possível adquirir tampas para as vilipendiadas garrafas. Entrar apenas com tampas é como tirar um chupa a uma criança e depois devolver-lhe: é parvo e não tem piada! Mas eu vou fazê-lo! É um nicho de mercado ainda não explorado. Não esperem que dê borlas; cinquenta cêntimos por tampa e faço menus familiares. Em caso de dúvidas contactar a quem de direito! Se não estiver, carregar no esquerdo, que costuma passar os dias em casa.

Wednesday, May 31, 2006

José Luís Arnaut e o livro branco do desporto

José Luís Arnaut foi incumbido de dirigir um estudo (denominado Estudo Independente Sobre o Futebol Europeu) que visava retirar importantes conclusões sobre os problemas do desporto a nível europeu. Foi-lhe dado um site, um organigrama, e até correio electrónico (e mais uns quantos tipos para poderem jogar à lerpa quando estivessem no escritório).

Descobertas de José Luís Arnaut após seis meses de estudo intensivo:

...o desporto "em geral" e o futebol "em particular" não se encontra de boa saúde...

...a verdade desportiva e a integridade do desporto foram postas em causa nos últimos anos...

...o desporto de hoje não é o de há dois ou três anos...

...há que apontar aquilo que não está bem...

Estamos perante alguém que tem um certo temor relativamente a uma possível extinção das denominadas lapalissadas, pretendendo dar o seu contributo, rumo à protecção da espécie...

Zé Luís, chegou à brilhante conclusão que é necessário fazer um Livro Branco do desporto. Portanto, um tipo tem seis meses, e chega à conclusão que se deve fazer um livro, mas em branco. O que é que eu posso concluir disto? Que o Zé Luís tinha medo que lhe pedissem que efectuasse esse livro, visto ter estado seis meses a estudar a matéria. Desta forma, o senhor já teria o livro feito (com o menor trabalho possível), uma vez que, um livro em branco até a Soraia Chaves consegue escrever!

Infelizmente tenho de partilhar esta brilhante conclusão:

Uma vez político, para sempre político!

Friday, May 26, 2006

Soraia Chaves nua! E depois?

Depois do filme português O Crime do Padre Amaro, o mais visto pelos patrícios, Soraia Chaves tornou-se num ícone nacional. Deveria ser um ícone cinematográfico. Mas não é! Todos batem na rapariga porque se descascou que nem uma banana no filme. Mas está tudo maluco? Alguém faz ideia do calor que fazia naqueles estúdios? Além disso, ninguém a leva a sério porque os críticos passaram o tempo a olhar para onde não deviam e pouco ou nada se lembravam da actuação cinematográfica da moçoila. Não há direito, coitadita! Agora, a protagonista do filme português mais visto de sempre, terá uma série na SIC (Aqui Não Há Quem Viva)!


É caso para dizer: Soraia, é sempre a subir!

Rui Costa de volta ao Benfica

Há momentos na vida de uma pessoa. Também há momentos na vida dos animais. E nas plantas. Mas não era disso que eu queria falar. E nos minerais também, mas neste aspecto a doutrina divide-se. O que acontece é que o Rui Costa está de volta ao Benfica. De volta... ELE está de volta. VOLTOU! Mas (e agora vem o que realmente queria dizer), temos de ser racionais, ponderados, calmos, prudentes, razoáveis e porque não pragmáticos. Por tudo isto, e até para que não venham mais tarde acusar-me de populismo, eu digo:

ESTE ANO NINGUÉM NOS PÁRA!!!

Não me julguem atoleimado. Pois se até conseguimos ser Campeões Mundiais de Pesca Desportiva!

PS: Podem observar como o AC Milan se despediu do maestro.