Vídeos com alguma facécia

Agora é possível desfrutar de alguns vídeos relacionados com os textos. Para isso basta carregar no título do post. O título é aquela coisa a Negrito, com umas letras maiores, e que antecede as profícuas palavras deste blog. Advertência: Caros leitores, estão completamente proibidos de ver os vídeos antes de lerem as barbaridades escritas, correndo o risco de serem atingidos por uma comichão deveras desagradável na zona da púbis, seguido de pé-chato nas mãos e escorbuto nos tornozelos.

Monday, December 13, 2004

A QUEDA DO GOVERNO

Ok, as coisas passaram-se como todos sabemos (ou não...).

Um queria ver o outro pelas costas, tal a quantidade de disparates.

O outro, qual Jesus Cristo, foi "confirmado três vezes".

O primeiro disse que ia dissolver a Assembleia.

O outro não se ficou atrás e fez cair o governo.

E é aqui que eu quero chegar: pela primeira vez na minha curta vida vi, rigorosamente em directo, ao vivo e a cores, a queda de um governo.

Aliás, sei que era o governo porque os comentadores televisivos insistiam persistentemente nisso.

Juro que a certa altura olhei para um grupo de quatro pessoas perfiladas por detrás de PSL e pensei que, assim que PSL acabasse mais um dos seus discursos poucos sincronizados com a cábula, iriam desatar a cantar as janeiras ou algo do género.

Mas não. Eram mesmo ministros do governo.

Com aquela comunicação, o governo demitiu-se. Caiu, como é usual dizer na terminologia política mais refinada.

O anúncio de queda não foi nem pomposo nem brilhante, como seria de esperar.

Só que os ministros ficaram mesmo de pé.

Ora bolas!, depois de várias horas de Conselho de Ministros, estava à espera de algo diferente. Com mais garra, ok, que o talento não abunda...

Tiveram horas para ensaiar coreografias de queda. Colectivas e/ou individuais. Imagino mesmo alguns talentos escondidos. A Olga Roriz anda por aí a fazer audições, segundo me confidenciaram.

Mas não: nem um deles, para amostra, se atirou para o chão...

Nem neste último momento o prometido é devido... Assim, como querem que os portugueses confiem nos políticos?

No comments: